Fabricação de moldura em gesso e suas oportunidades



Desde os anos 1980 pelo menos, a fabricação de molduras de gesso ganhou, no Brasil, uma característica de ‘linha de produção’, embora esse tipo de produto ainda seja feito em ‘garagens’ em muitos locais do País. Assim como começou Valdir Cardim, anos atrás.
Hoje, o proprietário da Gessoart – empresa de Santo André (SP) – celebra muitos anos de experiência no segmento e fala sobre essa arte. Sim, pode ser considerada uma arte, já que exige habilidade tanto para criar os desenhos das molduras quanto para colocar a mão na massa.
“Daquela década até uns cinco anos atrás, fabricávamos cerca de cinco mil metros de molduras de gesso por dia”, conta Valdir. “Nos anos mais recentes, devido à crise econômica enfrentada no País, e consequente desaquecimento do mercado imobiliário, esse número caiu.”
O processo de fabricação demanda uma mesa – na Gessoart são seis mesas de nove metros – moldes, profissionais especialistas e material de qualidade boa. A empresa usa Qualigesso 30, da Etex, e Qualigesso Cola, item usado também na instalação da sanca, entre a parede e o teto. “Esse gesso tem a vantagem de resistência e custo-benefício e a cola facilitou muito o nosso trabalho, dobrou a produtividade”, diz Valdir.
A Gessoart possui um arquivo com mais de seis mil modelos de moldes, porém apenas 100 tipos compõem o atual catálogo da empresa. “São os que, por algum motivo, caíram nas graças do mercado”, explica o empresário.

Destaque no mercado – Entre tantos moldes e peças pré-moldadas, o que chama atenção mesmo de uns anos para cá, segundo Valdir, é o revestimento em alto relevo 3D, que pode ser aplicado tanto em ambientes residenciais como empresariais. “Muito visto em hotéis”, diz o proprietário da Gessoart. “Esse é a grande coqueluche do momento”, garante.
O processo de fabricação desse tipo de produto é similar ao das molduras de gesso. Eis aí uma oportunidade para ajudar a reaquecer o segmento.

 

 

Blog