Incêndios que mudaram a história da construção

 

O surgimento do drywall está relacionado a dois grandes incêndios nos Estados Unidos: Chicago (1871) e Nova York (1890). Na época, as construções eram extremamente vulneráveis por serem feitas com materiais inflamáveis, madeira principalmente, o que fez com que a destruição e devastação dessas cidades fosse ainda maior. 
Podemos dizer que esses acontecimentos mudaram a história da construção porque, a partir deles, veio à tona a necessidade de materiais mais resistentes ao fogo nas obras. Além do mais, era fundamental reconstruir essas cidades o mais rápido possível. 
É nesse contexto que o drywall aparece e revoluciona a construção civil, já que é um sistema de alta produtividade, o que possibilita uma construção mais rápida do que a alvenaria tradicional, além de oferecer maior resistência ao fogo.

Quem inventou o drywall? 
O drywall foi descoberto pelo químico norte-americano Augustine Sackett, que, ao pesquisar diversos tipos de materiais, identificou que uma massa de gesso revestida com lâminas de cartão em ambos os lados resultava em um material com resistência mecânica, bom acabamento e, principalmente, resistente ao fogo quando aplicado para revestir as estruturas de madeira. Assim nascia a chapa de gesso para drywall.
Devido a sua rapidez de montagem, os sistemas compostos pelas chapas drywall foram amplamente utilizados após a Segunda Guerra Mundial, contribuindo para a reconstrução das cidades destruídas durante o conflito.  E, em pouco tempo, mudou o modo de se construir nos países da Europa.

Drywall no Brasil

No Brasil, o drywall foi introduzido em 1970 pelo médico Roberto de Campos Guimarães, em Petrolina/PE, com a inauguração da fábrica Gypsum do Nordeste, que seria comprada tempos depois pela Gypsum, e que existe até hoje no mesmo local e faz parte do grupo Etex.
Carlos Roberto de Luca, autor do manual de “Segurança Contra Incêndios” da Associação Brasileira do Drywall, conta que até 1995, essa era a única fábrica de drywall do país. “Naquela época não havia importação no Brasil, a fábrica tinha que trabalhar com materiais nacionais e o mercado ainda não conhecia a tecnologia nem tinha outras opções de fornecedores. Tanto o usuário final, quanto os construtores, tinham dúvidas se aquilo funcionava ou se conseguiriam vender. Foi um período difícil”. 
Atualmente, a situação é bem diferente. Com a abertura do mercado nos anos 1990 no Brasil, multinacionais entraram no país e surgiram novos competidores. Segundo Carlos Roberto, o cenário passou a ser positivo porque “o drywall passou a ser muito mais utilizado, principalmente em áreas comerciais”.
“É rápido, limpo e o acabamento é perfeito. Há uma percepção coletiva de que funciona. As pessoas viajam para fora e veem que o drywall é usado em outros lugares do mundo. Nas áreas residenciais, o potencial de crescimento é enorme, visto que atualmente ainda ‘arranhamos’ esse mercado. Esse é um ponto a ser conquistado”, afirma. 

 
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