ONG TETO marca posição na 3ª Conferência do Habitat

A ONG TETO, organização internacional presente na América Latina e Caribe, pediu aos Chefes de Estado que considerem os assentamentos informais nas políticas de superação da pobreza. O tema foi discutido na 3a Conferência sobre Habitação e Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, Habitat III, que aconteceu em Quito (Equador) de 17 a 20 de outubro.  

A 3a Conferência abordou o tema dando ênfase a seis países: Haiti, República Dominicana, Nicarágua, Peru, Uruguai e Chile. Segundo a ONU-Habitat, cerca de 113 milhões de pessoas na América Latina, vivem em assentamentos informais urbanos, ou seja, favelas, acampamentos, cortiços ou prédios abandonados, em condições de marginalidade e sem acesso a serviços básicos. "Para fazer a diferença, o Habitat III deve visibilizar a realidade desigual das cidades e lembrar de reverter as causas que a produzem. Esse é um chamado à urgência de mudar essa realidade desigual, mas também à necessidade e ao dever de fazer isso junto a quem integra as comunidades que estão em situação de pobreza", ressaltou o diretor de áreas sociais do Teto Internacional, Juan Pablo Duhalde.

A ONG TETO surgiu no Chile em 1997 quando um grupo de amigos se reuniu com a intenção de realizar um sonho: superar a situação de pobreza em que vivem milhões de pessoas. A ONG desenvolve planos de desenvolvimento para defesa da população pobre do continente que vive em habitações informais. O TETO está em 19 países da América Latina e no Brasil conta com cerca de 30.000 voluntários na construção de moradias de emergência e projetos realizados em mais de 100 comunidades. 

Fonte: www.techo.org/paises/brasil/